“Consumo, logo existo”. (Sociedade Atual)

Lembra muito o que eu falei no meu artigo sobre a ganância e a busca eterna, né? Eu deveria ter intitulado ele na verdade como “o consumo”. Porque essa ganância que eu falei, que parece estar distante de nós, na verdade está mais presente nas nossas vidas do que pensamos. O video acima mostra justamente isso.

O consumo excessivo se torna uma solução provisória para uma sociedade que rompeu com os valores tradicionais que “seguravam” as nossas angústias.

Estamos hoje de frente para o desamparo que a liberdade nos dá.

Hã? Liberdade gera desamparo? Sim, exatamente isto. Imagine que você tem um guia, um manual a ser seguido. Algo que te fala o que é certo e o que é errado. Chato, né? Mas existe uma lado bom nesta história, não tendo que fazer escolhas, você não precisa lidar com o conflito. É a tradição e a norma que libera o sujeito da necessidade de elaborar uma resposta.

consumo, angústia e as opções

Olhando a figura acima podemos ver um exemplo genérico do que eu estou falando. Na sociedade atual do “tudo pode, tudo é possível”, as pessoas ficam de frente de milhões de portas e possibilidades. Fazem cursinho, inglês, escola, natação, tênis, futebol, pilates e academia. Fazem plasticas, regime, malham e se maqueiam. Compram os novos produtos do mercado, jogam fora o antigo… e… o que acontece? Elas ficam felizes e satisfeitas?

Não! Dessa forma nunca ficarão felizes e satisfeitas. O consumo gera mais consumo por este motivo.  Justamente porque todas essas coisas vividas desta forma tem simplesmente uma razão: esconder as nossas falhas enquanto sujeitos.

Somos seres falhos, com diversos defeitos. A frase inicial deveria ser: “tenho falhas, logo existo”. E é justamente esta falha que a sociedade atual, de forma esperta, tenta nos fazer acreditar que podemos burlar. Você pode fazer quantas plasticas quiser, a idade vai sempre chegar para te dar um tapa na testa. Você pode comprar o que quiser e nenhum produto vai te trazer a completude que buscada.

Hoje parece que as pessoas querem viver ao máximo, todas as coisas, e ainda, não envelhecer. Paradoxal não?

E está aí o sentido das portas. Seja qual for a escolha, as outras possibilidades vão ficar na sua cabeça: O que teria acontecido se eu tivesse…

A questão é que não há melhor escolha, há a menos pior escolha daquele momento, naquele lugar.

Escolha que cada vez mais temos que tomar e cada vez mais rapidamente. O declínio das normas tradicionais e dos valores consagrados exige, agora, que consigamos dar conta do desamparo que a promessa das possibilidades nos colocou. Por este motivo, as pessoas ainda buscam estes valores antigos em determinados lugares, como as igrejas.

Portanto, faça uma reflexão. Pense nas suas falhas e nos seus defeitos. São tão grandes assim? E é um defeitos pra quem?

Um defeito só é um defeito para os outros, se é um defeito para você.

 

19 de novembro de 2012
consumo, angústia e as opções

Consumo: Por que ter tudo?

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